A Introdução à Disciplina

Embora exista uma introdução para o programa de Aplicações Informáticas B do 12º ano, que aponta o enquadramento geral e curricular desta disciplina e, de um modo geral, discrimina as ideias-chave subjacentes à didáctica deste tipo de conteúdos, torna-se relevante, neste ano de escolaridade em concreto, acrescentar algumas notas complementares que suportem o desenvolvimento dos conteúdos apresentados e que sugiram, não apenas a óptica de leccionação desta disciplina, mas que informem sobretudo sobre o modo como deve ser encarada a aprendizagem.

Esta disciplina deve ser encarada, não só como um complemento de generalidades de saberes associados às TIC, por mais evolutivos que possam ser (e são), mas sobretudo como um complemento de formação nesta área, que visa direccionar os saberes dos alunos para aplicações específicas da sua esfera de conhecimentos e que sirvam como pré-requisitos adicionais para um prosseguimento de estudos que é, sabemo-lo hoje, profundamente condicionante de mestrias de aprendizagem ao nível do ensino superior.

Nesta lógica, importa então que exista uma grande abertura e uma grande “latitude” de decisão entregue ao docente, quer na escolha do software a utilizar – desde que cumpra os objectivos que se determinam para cada caso –, quer no grau de profundidade a abordar cada conteúdo ou conjunto de conteúdos. Não é demais salientar que não se deseja implementar saberes profissionais de cada aplicação, mas sobretudo abrir pistas e horizontes associados à especificidade de cada curso, ou seja, conhecimentos que serão objecto de desenvolvimento posterior caso seja necessário, no prosseguimento de estudos de cada sujeito.